Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Terça Insana ou Escolinha do Professor Requião

Confesso que quando li essa materia pensei, pqp, O Terça Insana, aquele otimo, projeto de (como eles dizem), Comédia de Revista, muito bom por acaso, esta Zoando com o nosso governador e o nosso prefeito. Mas ao continuar lendo a materia, percebi que era o nosso governador que estava promovendo a nossa Terça Insana PR, com o tal projeto “escolinha” de governo (também conhecida como “Terça Insana”).
Um projeto, que começou com uma ideia bem intencionada mas usada da maneira errada (como qualquer projeto da camara), usa algumas vezes o programa para desferir ataques, a inimigos politicos, entre eles o atual prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB) e a imprensa, mas essa show do governador podem custar caro. Mais precisamente R$650 mil.
Suas contas que antes haviam sido bloqueadas, agora uma liminar suspendeo bloqueio das mesmas, que havia sido determinado para a garantia do pagamento das multas contra ele. Como o governador voltou à carga, o Ministério Público Federal, autor da ação por desvio de finalidade da RTVE requisitou a gravação da penúltima apresentação, que já está em poder da procuradora da República, em Curitiba, Antonia Lelia Neves Sanches.
Requião está impedido por ordem judicial de fazer uso político e pessoal da emissora por uma decisão do TRF desde o início do ano passado. Por conta disso, ele chegou a ser multado em R$ 650 mil pelo desembargador, hoje afastado, Edgard Lippamnn Júnior, por descumprimento de ordem judicial.
Através de uma série de recursos, porém, o governador conseguiu manter o programa no ar, mas continua submetido à proibição, apesar de ignorá-la. A liminar que desbloqueou seus bens e contas bancárias, não derrubou a determinação pelo fim dos ataques.
Mesmo assim, bastou o Fantástico, programa da Rede Globo mostrar imagens de um suposto esquema de caixa dois na campanha de reeleição do prefeito de Curitiba, e o governador voltasse à carga total na “escolinha”. Indiretamente, na mesma “escolinha” o governador fez "elogios" aos aliados do prefeito.
Requião ficou enfurecido com a medida judicial e classificou a atitude como “censura”, tentando chamar a atenção da sociedade civil organizada. O advogado e especialista em TV Pública, Ericson Meister Scorsim, avalia que não houve censura ao governador porque ele não é membro da imprensa, comunicador ou “dono” da emissora. Para ele, o termo “censura” se aplica a esses casos. “O governador não está impedido de dar entrevistas ou se pronunciar em qualquer órgão de imprensa do País, inclusive na RTVE”, disse.
“Não posso criticar o meu próprio governo na TV Educativa”, disse Requião, num dos programas da RTVE. Porém, a Justiça nunca o impediu de criticar seu governo, como acusa o peemedebista. Ao contrário, o TRF proibiu o uso da televisão pública para promoção pessoal, ataques à imprensa, órgãos públicos e adversários políticos.
Ou seja, ainda esta no AR diariamente a Escolinha do Professor Requião

Noticias: http://www.bemparana.com.br/index.php?n=114115&t=terca-insana-volta-a-mira-do-mpf-e-da-justica

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Como nasceu Curitiba...

E Deus criou Curitiba.
Deus, num Domingo, criou Curitiba... Com parques, praças, muito topete e gente devagar no trânsito.
E achou monótona e então, na terça-feira, criou o inverno. Com sua brancura, cachecóis e um bom vinho, para os curitibanos pensarem que são europeus.
Mas achou o frio muito triste, e na quarta-feira criou a primavera, florida e colorida para enfeitar os parques e praças dos europeus... ops, curitibanos.
Mas Deus a achou bucólica demais e na quinta-feira criou o Verão, alegre e saudável para fazer os curitibanos sorrirem.
Mas o achou seco demais e na sexta-feira criou o outono. Farto e ameno para se confortarem.
Então Deus achou tudo muito distante, e no sábado misturou tudo.Fez o inverno, a primavera, o verão e o outono reinarem no mesmo dia em Curitiba, para que tudo tivesse seu tempo e sua vida.
E no sabado Deus descansou...Na verdade caiu de cama, pois não sabia que tinha acabado de criar a GRIPE, a RINITE e o RESFRIADO

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Dica cultural

Uma boa dica pra quem quer ficar sabendo das novidades do teatro, cinema e shows, em curitba, e so seguir o twitter Curitiba Cultura, com noticias a cada hora (aproximadamente).
As atualizações são muito boas pra quem decide sair em cima da hora, e precisa de informações rápidas, graças ao twitter.
Então sigam.

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Resposta ao Sr Anonimo

Esse blog tem a intenção de mostrar, a minha opinião sobre os fatos. E não falar mal de nada sobre Curitiba.
Ouso afirmar inclusive que tudo que ler nesse blog deve ser entendido com um tom irônico.
Curitiba e uma cidade com problemas sim, não vamos fugir disso, apenas é importante lembrar que, ou você aceita que o problema existe e tenta resolve-lo, ou gasta todo o seu tempo tentando encontrar desculpas para ele.
Curitiba e referencia em cultura sim, mas lembre-se que cultura e um legado deixado por pessoas para outras pessoas. Já lazer meu caro, isso vai de cada um, tem gente que acha lazer ir a um parque como o Barigui, ou o tangua, já outros, como eu, adoram levar seus filhos para passear nas pracinhas de bairros, aquelas com escorregador, gangorra e balanço.
Com certeza eu não serei a primeira nem a ultima pessoa a “falar mal” de curitiba, mas se eu falo e com a intenção de que alguém ouça, entenda e se possível tente mudar a si mesmo, porque amigo, e mais fácil cada um mudar o mundinho em que vive, do que alguém querer mudar o mundo inteiro.

Abraços.

Zil

p.s.1: nasci em Curitiba, caso não tenha entendido
p.s.2: não entendi o porque da “inveja”.

Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008

Post de Verão(nico)

Creditos da imagem


Eu até escreveria alguma coisa concreta, mas nada pra dizer sobre curitiba, so que hoje tá fazendo um calor infernal, coisa dificil em Curitiba.
Bom a piadinha de que curitiba eh tão legal que até o Inverno vem passar as ferias aqui já não cabe mais.
Estive pensando, Curitibanos sempre reclama do clima frio, mas quando fica calor acham um inferno, estranho neh...
A realidade e que pra quem quer conversar com as Tchibanas essa eh a hora, não sei o que acontece, mas no verão elas sorriem mais, e isso quer dizer que elas não estão com aquela "constante TPM", ta isso não quer dizer que ela vai querer ficar vc, mas que elas ficam mais simpaticas, e isso já aumentam em 10% as suas chances que agora já são 20%....

Isso até me deus ideia pra um post...

Como diria o Silvio, Aguardemmmm.......

Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

Wow, Natal chegou

Credito da imagem andreadeynha

Eh gente chegou o natal, e em Curitiba isso só significa que a cidade vai ter luzinhas piscando, arvores de natal, e papai noel em toda parte, mas nenhuma melhora de humor, até piora eu diria.
Bom o que todo mundo conhece em Curitiba e o Espetáculo de Natal no Pálacio avenida, eh bem, eu fui assistir... Não foi tão divertido quanto o ator passou, nem tão musical quanto o esperado.
Mas tem uma coisa que e legal de comentar aqui, uma garotinha, que demonstrava toda animação, ela pulava cantava, fazia coreografia com movimentos loucos, prestei mais atenção nela do que na cantoria.
Então se for ver a apresentação e só prestar atenção, não sei eles sempre ficam no mesmo lugar, mas ela estava na Segunda linha de Janelas, na segunda janela, no lado que fica de frente pra Rua XV.

Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008

O OLHAR DE CURITIBA

Este texto foi enviado pela Zelinha, entrem lá e vejam o olhar dela sobre curitiba

O OLHAR DE CURITIBA
Cristovão Tezza
"Em nenhum lugar do mundo o olhar do Outro será tão mortal como em Curitiba. Não ria na festa, exceto como disfarce; não chore no enterro, a menos que estejam vendo; não erga os braços, temerário assim no meio da rua. Em último caso, protegido no bar, solte os nervos da gargalhada, do tapa demasiado forte nas costas, do palavrão retumbante e confira no mesmo instante o viés alheio: a extroversão não é alegria, é um risco calculado. A fila de ônibus é feita de Outros - por isso que se respeita. Não fale tão alto, exceto quando bêbado - e então fale tudo de uma vez, tudo aquilo que você vem observando a vida inteira e nunca lhe deram chance. Leia os jornais da terra, que são ruins de pedra, e vigie nas entrelinhas o que os calhordas andam inventando nos palácios. Investigue cada nome da coluna social: o próximo pode ser você, e mal acompanhado. Melhor nem sair no jornal: os outros vão rir, e a inveja vai te comer. Nas cerimônias públicas, fique firme, a gravata ajeitadinha, e meta o olho na calça curta da autoridade, na peruca torta da madame, na viadagem do orador, no ridículo daquele um que está sentado duas poltronas à frente cheio de caspa no paletó. Quem é esse que sem mais nem menos lhe pede informação na rua? Não é daqui, senão ia sozinho.
Como sozinho vai Dalton Trevisan, desde sempre, o paradigma de Curitiba, a avessa, a indecifrável, a incorruptível Curitiba, que por nenhum preço do mundo aceita um carimbo na testa, por mais alto que a banda toque.
E como reclamam dele! Como metem o pau, como descobrem defeitos, como lhe cobram empadinhas! E as pedras, então? Rútilas, cortantes na cabeça. De tal modo que ele, santo homem, decidiu compilá-las em dois ou três parágrafos - Quem tem medo de vampiro? - para maior facilidade de manuseio. Inútil: o jornalismo ingênuo decidiu que ele fazia autocrítica! Um curitibano fazendo autocrítica, já se viu?! Ridículo! Nem no Partidão! Antes beber da água do Rio Belém!
Em outra encarnação - Curitiba está povoada de espíritos - Dalton Trevisan também foi curitibano, quando a cidade sequer existia; e ao nascer foi só esperar que o Vampiro lhe desse uma face, sempre a mesma, de microscópicos relevos que ocupam todas as ruas, por mais que tombem as casas, que se atravessem os expressos, que se iluminem os acrílicos, que se plantem pinheirinhos. Saudades de Curitiba de trinta anos atrás? Saudades das polaquinhas? Saudades da velha manca? Nem é preciso. Curitiba é um Olhar, e até meu avô sabia que olhar não ocupa espaço. Mas como esmaga!
Nenhuma cidade tem mais vergonha na cara que Curitiba - tanta, que emudece, na timidez doida e doída, no silêncio pesado de alguma coisa mais grave, mais forte, mais alta que o riso fácil brasileirinho.
Só uma proteção: olhe você também. E os Outros darão o troco, porque o nosso jogo é este, fuzilante.
Olham e dizem: mas ele escreve sempre a mesma história, e cada vez mais torto! Pois por que não reclamam de Samuel Beckett, que passou a vida dizendo a mesma frase pela metade e nunca provou uma broinha de fubá mimoso? Está certo que o tal bradava a morte do Homem, sem usar vírgula; mas Dalton Trevisan aponta com o dedo, e a sintaxe irritadiça, quem está morrendo - é aquele ali na esquina, com uma espinha na testa, é a piranha de meia furada, é o Dario que já morreu e roubaram o relógio dele. E acabou-se a página. Que culpa o Vampiro tem se o sangue é sempre o mesmo? Não é só na Europa; também em Curitiba não há nenhuma esperança na face da terra. Alguém precisa nos lembrar disso, por escrito, porque a memória é frágil, e o mundo está cheio de levianos alegrinhos fingindo que a vida é o mar de rosas da rádio Colombo - e não esse espanto desajeitado que atravessa o mundo inteiro, do mesmo modo que a Barreirinha.
Olham e dizem: mas que vocabulário estreito, que coleirinha de chavões! Pra que mais, se o que ele quer é uma só palavra na veia, a que mata! O bom veneno é o já testado, como o café da Boca.
Olham e dizem: mas por que esse nojo do povinho, dos miseráveis, dos pequenos? Pois por acaso alguém é Nobre, alguém é Grande? Você conhece? Mora aonde?
E depois de olharem e dizerem até a última gota de cafezinho, querem recuperar a ovelha desgarrada (que todos somos) tentando lhe pregar uma peça de ouro, um medalhão no peito, para desfrute na praça, com casquinhas pra todo lado e logotipo moderno. Nunca! Pois Curitiba é assim: não se entrega; comparece à cerimônia, mas ri até o gozo dos que caem na arapuca e sobem no palco para receber os louros e as palminhas. Quem perdoa a coroação de Emiliano Perneta? (Mas a boca-livre estava ótima.)
Por último: mas nem uma fotografia? Se Vampiro não sai em espelho, vai sair em fotografia? Quem fotografa Curitiba vê fachadas - muito bonitas - e mais nada. Olhe bem. Ela está em outra parte. Não perca tempo com as fachadas. Melhor o azulejo branco do velho Palácio e o cheiro do bife, melhor a peçonha destilada na cerveja.
Dalton Trevisan, é certo, será sempre assim, revisitado a cada linha reescrita mil vezes. Quanto à sua secreta alma gêmea, Curitiba, esta dependerá da força dos espíritos ante a horda dos invasores do Terceiro Milênio - o povão da periferia, os catarinas migrantes, os funcionários transferidos, os nordestinos teimosos... Acabam de se mudar e em uma semana já não visitam ninguém sem convite prévio - é a primeira das Sete Provas de Fogo, que às vezes levam uma vida inteira. Basta passear no calçadão da XV, percorrer os domingos do Passeio Público - é essa a cor de Curitiba? De qual delas? Do Município Oficial, teimando em inventar uma História que se perdeu, ou, quem sabe, nunca existiu além do paranismo risível, mas que sobrevive heróico e retumbante nas páginas da Gazeta? Da Curitiba estrangeira que chegou e vem chegando de toda parte fazendo filhos curitibanos e ocupando apartamentos? Ou do Olhar intangível e onipresente que coloca cada pose no seu devido lugar, com a impiedade dos profetas? No ano 2000 - que está na porta! -, que alma teremos nós? O rosto já sabemos: calçadões-rolantes, heliporto na Santos Andrade, bonde solar. Mas e a alma?
Que se preparem os espíritos. Será uma luta lenta, silenciosa e medonha. Porque é mais fácil mudar todas as canaletas do Expresso em sete dias que suprimir o Olhar, a Ira e a Curitiba de Dalton Trevisan".
http://www.cristovaotezza.com.br/textos/contos/p_olhar.htm